Produtor rural do Espírito Santo faz queijo minas sem lactose
Enviar comentário 28 May, 2009 - 17:00h
Todos têm o direito de sentir o sabor gostoso de um queijo minas. Mas e quem tem intolerância à lactose (açúcar presente no leite e seus derivados)? Se depender do empresário Leandro Carnielli essas pessoas também vão poder desfrutar desse prazer. Isso porque, em sua fazenda, no Espírito Santo, foi desenvolvido o queijo tipo minas padrão sem lactose. A insistência de clientes para a criação desse novo produto abriu as portas de um mercado promissor para o empresário.
Durante seis anos, Leandro Carnielli investiu em pesquisa para chegar ao queijo que já é comercializado no Espírito Santo desde 2005. O empenho do empresário em desenvolver o produto veio a partir do apelo de uma família de amigos, todos com intolerância à lactose. "O primeiro passo para inovar é acreditar no potencial do que está fazendo", conta Leandro que é um dos proprietários da Fazenda Carnielli, localizada no município de Venda Nova do Imigrante, a 104 quilômetros da capital Vitória.
Na propriedade rural, além de ser explorado o turismo, devido às belezas naturais do local, também são feitos produtos caseiros, como queijos maturados, defumados, cafés, embutidos e derivados de porco, fubá de moinho, polenta, biscoitos e doces, além dos produtos sem lactose: queijo, leite e iogurte. No desenvolvimento dessa linha de produtos especiais, o empresário contou com o apoio de equipe de médicos e bioquímicos, de profissionais bacharéis em laticínios e ainda fez estudo de viabilidade econômica do produto.
O empresário conta que investiu cerca de R$ 500 mil para chegar ao queijo, comprovar padrão de qualidade e índice insignificante de lactose, além da regularização do produto para a venda. "Ainda não obtive o retorno de todo esse capital investido principalmente porque só podemos vender para o estado do Espírito Santo, por conta de burocracia e legislações", explica.
O novo queijo minas padrão, produzido na Fazenda Carnielli, passa por um processo que utiliza uma enzima para extrair a lactose. O resultado é um queijo com teor de lactose reduzido em cerca de 95%. Assim, fica adequado ao consumo por pessoas com intolerância à lactose. Esse novo produto agrega cerca de 30% de valor em relação ao queijo Minas com lactose.
A empresa já vende cerca de 500 quilos de queijo sem lactose por mês ao preço de R$ 30 o quilo. E ainda tem possibilidade de crescer nesse nicho novo de mercado. "Quando tiver a sinalização de que poderei vender para outros estados, tenho interesse em investir mais na tecnologia para tentar baratear o custo de produção e fazer com que o produto também seja acessível a consumidores com menor poder aquisitivo", afirma Leandro.
Fonte: GLOBO RURAL ONLINE