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Agricultores familiares discutem reforma agrária em Brasília

16 January, 2008 - 11:00h Délcio Rocha

Representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de 12 Estados do Norte, Nordeste, Centro-oeste, Distrito Federal e Sudeste do país estão reunidos em Brasília para avaliar ações de um projeto que teve início do ano passado para o desenvolvimento de assentamentos já existentes nessas regiões do país. A idéia é melhorar os índices de produtividade nessas áreas, tornando a produção dessas comunidades mais competitiva no mercado. É umas das primeiras atividades da agenda - que inclui uma extensa programação de novas ocupações de terras.
Os movimentos sociais se baseiam na distribuição de cestas básicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário para contabilizar o número de famílias que permanecem acampadas à espera de assentamento. São 260 mil em todo o país. E é para acelerar o processo de distribuição de terras e assistência a essas famílias que as ocupações de fazendas e prédios públicos devem ser intensificadas.
- Vamos esquentar os tambores. Com certeza nós vamos ocupar terras em Estados como Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, DF e entorno, Bahia, Mato Grosso do Sul - que são Estados extremamente complicados na questão da reforma agrária - diz Maria da Graça Amorim, coordenadora de reforma agrária da Fetraf.

O secretário de Política Agrária da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Paulo Caralo, diz que o número de famílias assentadas em 2007 divulgado pelo governo federal não fecha com a conta dos trabalhares rurais.
- O governo não assentou nem 30 mil famílias dessas cem mil que se comprometeu. O governo vem com números de 70 mil famílias que nós questionamos. Não acreditamos nesse número.. São acampamentos de quatro, cinco, 10 anos, e o governo não tem cumprido esse compromisso de colocar essas famílias na terra - destaca Caralo.
O coordenador do projeto de Organização e Fortalecimento das Áreas de Assentamento da Reforma Agrária do Incra, André Monteiro, contesta.
- É uma meia verdade isso aí. Na Região Norte teve bastante aquisição de terras pelo Incra. Na região Nordeste também. Só que aí o problema é o tamanho das propriedades. Geralmente o Incra adquire e aí acaba tendo a questão da herança familiar e os lotes ficam muito pequenos. No Sul e Sudeste, como o agronegócio é muito forte - no Centro-oeste também - tem que melhorar um pouco as metas.
Por: Leticia de Oliveira
Fonte: Canal Rural

- Categoria: NOTÍCIAS, Governo e Política, Que país é esse??, Agronegócios, Questões Agrárias, Vida e Ambiente, Agricultura

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1 Comentário Adicione o seu

  • 1. patriciacarvalho  |  11 April, 2008 - 18:05h

    ´muito bom >>>>>>>>>>>>>>>>…….;

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