Evo Morales apresenta proposta sobre Constituição da Bolívia
17 January, 2008 - 10:39h Délcio Rocha
O presidente da Bolívia, Evo Morales, apresentou na terça, dia 15, uma proposta aos governadores regionais para unificar o projeto de nova Constituição e os estatutos de autonomia de quatro departamentos.
A idéia do presidente consiste em criar uma comissão de analistas do governo e das regiões. Eles se encarregarão de "propor e sugerir" à Assembléia Constituinte a eliminação de possíveis "contradições" do projeto constitucional. Assim, o texto ficaria compatível com os estatutos de autônomos.
A proposta de Morales ainda não foi aprovada após mais de sete horas de reunião em La Paz com os governadores regionais. É o terceiro encontro em oito dias para tentar encerrar a crise política no país.
Os seis governadores de oposição voltaram a rejeitar o projeto constitucional, que ainda deve ser submetido a referendo. Na sua opinião, ele foi aprovado ilegalmente em duas polêmicas sessões da Assembléia Constituinte, em novembro e dezembro de 2007.
Morales insistiu que é "impossível começar do zero". Ele pediu que os governadores trabalhem com o governo para apresentar "sugestões" à direção da Constituinte. E admitiu uma nova ampliação do prazo de funcionamento da Assembléia.
Além disso, garantiu que seu governo "não se mete" na campanha a favor do projeto constitucional promovida pelo seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS).
- Presidente, pare essa campanha pela Constituição. Se houver um referendo, será a ruptura do país - disse o governador da rica região de Santa Cruz, o opositor Rubén Costas. Ele mostrou muitas reservas à proposta de Morales.
O governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, mostrou satisfação. Na sua opinião, o governo demonstrou que quer "abrir" a nova Constituição.
O princípio de acordo prevê também, entre outros aspectos, a defesa da unidade do país e da democracia, e o compromisso com a escolha de magistrados que cubram as preocupantes lacunas no Poder Judiciário. Além disso, Morales disse que na próxima sexta, dia 18, o governo dará uma resposta ao plano apresentado pelos governadores para evitar o corte de seus orçamentos regionais. Fonte: Agência EFE
- Categoria: NOTÍCIAS, Governo e Política, Internacional
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