Setor sucroalcooleiro pede definição clara para trabalho escravo
18 April, 2008 - 11:29h Délcio Rocha
O presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, respondeu nesta quinta-feira, dia 17, às críticas da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que ligam o setor sucroalcooleiro a mais da metade dos casos de trabalho em condição análoga à de escravidão registrados em 2007.
Segundo a CPT, dos 5.974 trabalhadores libertados pelo Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no ano passado, 3.131 eram empregados de usinas.
- Nenhum dos casos foi julgado. Todos os registros são apenas autuações e ainda estão em trâmite os processos de defesa - afirmou Jank, ao reforçar que a entidade é contrária a essa condição de trabalho.
Jank disse ainda que divergências na definição do que é legal e do que é ilegal acabam criando brechas para critérios subjetivos de qualificação do trabalho. Isso, segundo ele, também dá margem para algumas críticas equivocadas.
- O trabalho em condição análoga à de escravidão precisa ser mais bem definido. Já discutimos isso com o governo.
José Roberto Severo, assessor técnico da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), admitiu que o trabalho na lavoura de cana "não é ameno". Ele afirmou, no entanto, que casos de trabalho escravo são "exceção".
Durante a solenidade de apresentação das estimativas para a próxima safra de cana-de-açúcar, na sede da Unica, Marcos Jank também desqualificou pesquisas internacionais que creditam à produção de etanol a alta nos preços dos alimentos.
- A acusação [de que a produção de biocombustíveis contribui para a inflação] não tem fundamento no caso do Brasil. Pode ter algum fundamento no exterior - disse.
Segundo Jank, 7 milhões de hectares de áreas cultiváveis do país são ocupadas por lavouras de cana, enquanto cerca 21 milhões de hectares são destinados a soja e outros 200 milhões de hectares, ao gado.
- Com 1% das terras cultiváveis, nós substituímos metade da gasolina do país. Com 2%, poderíamos substituir tudo. Não precisamos de tanta terra - disse ele, ao destacar que os argumentos de cientistas internacionais que criticam a produção de etanol são baseados em dados da produção do combustível a partir do milho, nos Estados Unidos, ou do trigo e da beterraba, na Europa.
O presidente da Única acrescentou que a combustão de etanol da cana também emite menos dióxido de carbono (CO2) que a do obtido a partir de outras culturas.
- As emissões do etanol da cana são 90% inferiores às da queima de combustíveis fósseis. Para cada uma parte de CO2 que o etanol de cana emite, o etanol de milho emite uma parte de meia - explicou.
Fonte: Agência Brasil
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4 Comentários Adicione o seu
1. lionardo | 23 September, 2008 - 22:07h
Legal mais não é o que eu tou procurando
2. hellena barbara ruas coelho | 3 December, 2008 - 20:57h
muito bom!!
3. Soraia | 7 April, 2009 - 21:57h
POUCO ESCLARECIMENTO!!!
PODERIA E DEVERIA SER MAIS DEFINIDO E OBJETIVO.
NÃO ME ADIANTOU EM NADA!!!
4. pablo | 18 June, 2009 - 14:33h
aff nem itendii
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