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Angola e Moçambique têm interesse em etanol

24 April, 2008 - 23:05h Délcio Rocha

Os governos de Angola e Moçambique têm mostrado interesse em promover a tecnologia brasileira de etanol (álcool combustível) em seus países. Representantes dos dois governos já estiveram na sede do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, buscando informações sobre condições de financiamento para a importação de equipamentos e tecnologia para a construção de usinas de produção de etanol.
Ontem, como parte da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao continente africano, foi acertado que o banco financiaria a produção de etanol na África, inclusive com um projeto para Gana exportar o etanol para a Suécia, país europeu que mais consome o produto. O projeto para Gana, porém, ainda não está na área técnica da instituição responsável pelo comércio exterior e seria o primeiro para exportações para esse país.
No caso de Angola, porém, o BNDES já concedeu uma linha de crédito de US$ 1 bilhão e em novembro ofereceu mais uma, também de US$ 1 bilhão, com prazo de cinco a dez anos para pagar e dois de carência. Há três dezenas de operações de financiamento do BNDES para aquele país.
Cerca de metade dos projetos é para financiar a construção de rodovias naquele país, que esteve em guerra civil por 26 anos até 1991, por construtoras brasileiras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Há também financiamentos para bens e serviços diversos como a construção da hidrelétrica de Capanga, centros de pesquisa e tecnologia, equipamentos agrícolas e para o Corpo de Bombeiros.
Projetos de etanol
O BNDES tem em carteira 62 operações de financiamento de projetos de etanol. São todas no Brasil, uma vez que ainda não há um projeto de exportação formalizado na área.
Desse total, já foram contratadas 19 no valor de R$ 1,7 bilhão que apóiam investimentos de R$ 2,2 bilhões e estão aprovadas mais 17, com financiamentos de R$ 1,9 bilhão para investimentos de R$ 2,5 bilhões. O restante ainda está em análise.
O BNDES financia até 100% dos equipamentos para a produção do etanol, além de 70% de outros itens selecionados pela instituição. A maior parte do financiamento, 90%, tem como taxa básica a TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo. Uma parte menor varia pelo câmbio em relação a uma cesta de moedas.
Fonte: G1

- Categoria: NOTÍCIAS, Ambiente em Foco, Governo e Política, Internacional, Agronegócios, Vida e Ambiente, Biocombustiveis, Agricultura, Ciência e tecnologia

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3 Comentários Adicione o seu

  • 1. ademir ribeiro amarante  |  14 January, 2009 - 14:13h

    Gostaria de trabalhar com ha camargo correia em outros paises já trabalhei no consorci skanska camargo correia como Armador gostaria futuramente uma oportunidade como soldador rx

  • 2. Arnaldo Gaspar Nhabinde  |  7 April, 2009 - 11:11h

    Gostei do artigo, so que estava a pesquisar sobre a informacao de financiamento do Brasil na area de agricultura, nao achei, foi com muita pena mas sei que Brasil matem excelentes relacoes com Mocambique e que esta investindo em Moatize, provincia de Tete, no projecto de extraccao de carvao. Obrigado ate a vista.A. Nhabinde

  • 3. jose edivaldo de oliveira  |  25 May, 2009 - 21:30h

    sou encarregado de obras de estradas ja trabalhei  em  angola  pela odebrecht
    fones de contatos    55-13-35074239   ou    55-13-97689145
    quero trabalhar   na  odebrecht  em  moçambique

    ate   breve    JOSE  EDIVALDO  DE  OLIVEIRA.

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