Consolidação do setor sucroalcooleiro surpreende pela brevidade, diz analista
25 April, 2008 - 22:15h Délcio Rocha
Analistas de mercado projetam uma produção de açúcar e álcool menor que as estimativas apresentadas pela União da Indústria da Cana-de-açúcar (Única). A Job Economia prevê números mais baixos tanto na safra de cana quanto na produção de açúcar e álcool.
De acordo com a Job, devem ser colhidos 487 milhões de toneladas de cana, contra 498,1 milhões projetados pela Única. Para o açúcar, a estimativa é de 26,7 milhões de toneladas, enquanto a indústria do setor prevê 28,6 milhões. E para o álcool, a previsão da Job Economia é de produção de 24,3 bilhões de litros contra os 24,7 bilhões projetados pela Única.
Apesar das divergências nos números, o analista da Job, Júlio Maria Borges, confirma que a tendência é de manutenção da trajetória de crescimento safra a safra. Ele não descarta que, nos próximos anos, o Brasil esteja processando o primeiro bilhão de toneladas de cana.
Entre os fatores responsáveis, as aquisições no setor sucroalcooleiro. Para Júlio Maria Borges, o movimento era previsto, mas surpreende pela brevidade.
- Tudo indica que vai haver uma consolidação do setor bem mais forte do que se tem percebido - analisou, em entrevista ao programa Agribusiness Online, nesta sexta-feira, dia 25.
Segundo Borges, essa consolidação envolve desde a aquisição de empresas por grupos nacionais, como é o caso da compra da Esso pela Cosan, até a entrada de gigantes estrangeiras no mercado brasileiro, caso da British Petroleum, que anunciou a intenção de adquirir metade da Tropical Bioenergia.
Exportando tecnologia
Outro movimento que ocorre no setor de açúcar e álcool é o de empresas brasileiras que traçam estratégias de atuação no setor, como explicou o analista da Job Economia, Júlio Maria Borges. Segundo ele, o Caribe está entre as principais áreas de atuação, mas há projetos em países como Angola e Moçambique, no continente africano, até com pedidos de financiamento do BNDES.
- Vai acontecer sem dúvida nenhuma, porque temos um know how de produção muito grande.
Fonte: Canal Rural
- Categoria: NOTÍCIAS, Agronegócios, Vida e Ambiente, Biocombustiveis, Agricultura, Ciência e tecnologia
1 Comentário Adicione o seu
1. Cláudio | 30 November, 2008 - 17:37h
bom
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