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Acusados por morte de Dorothy Stang voltam a ser julgados no Pará

6 May, 2008 - 12:09h Délcio Rocha

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura e Rayfran das Neves Sales, acusados de participar do planejamento da morte da missionária Dorothy Stang voltaram ser julgados nesta segunda-feira (5). Os dois já foram condenados num primeiro julgamento ao cumprimento de penas de 30 e 27 anos de reclusão, respectivamente.

Como as penas ultrapassaram 20 anos, os advogados de defesa dos réus apelaram por novo julgamento.

De acordo com o TJ-PA (Tribunal de Justiça) do Pará, a nova sessão de julgamento está prevista para durar dois dias.

Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, é acusado de ter contratado pessoas para executar a missionária. Rayfran Sales responde como executor do crime.

O caso - Dorothy Stang foi assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ela foi morta aos 73 anos com seis tiros quando se dirigia a uma reunião com agricultores no interior de Anapu. Ela era americana naturalizada brasileira e atuava havia 40 anos na organização de trabalhadores no Pará.

De acordo com a Promotoria, a morte dela foi encomendada porque a missionária defendia a criação de assentamentos para sem-terra na região, o que desagrava fazendeiros.

Sua morte foi encomendada por fazendeiros pelo valor de R$ 50 mil, segundo as investigações da polícia.

Fonte: Folha Online

- Categoria: NOTÍCIAS, Que país é esse??, Questões Agrárias, Agricultura

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