Cortador de cana de SP produz mais e se aposenta mais cedo, diz pesquisa
4 December, 2007 - 09:48h Délcio Rocha
Uma série de estudos elaborada por universidades do Estado de São Paulo, sobre a vida dos cortadores de cana da região, é preocupante. A pesquisa mais recente, desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, revela que, além ter aumento na produtividade, os cortadores de cana estão parando de trabalhar mais cedo.
Segundo reportagem transmitida nessa sexta-feira, dia 30, no programa Globo Repórter, o pagamento por quantidade de cana cortada leva os trabalhadores a se empenharem até à exaustão. O ritmo acelerado assumido diariamente, abaixo do sol escaldante e em meio à fuligem quente gera mais um ponto revelado pela Unesp: os cortadores de cana do Estado de São Paulo param de trabalhar, em média, aos 35 anos.
Trabalho em excesso para um salário razoável comparado a outras regiões. Segundo a Universidade de São Paulo (USP), no setor agrícola, a cana é a que melhor remunera: paga, em média, R$ 800 por mês. O salário atrai pessoas de todo o Brasil. A Pastoral do Migrante de Guariba informa que os canaviais de São Paulo recebem 80 mil trabalhadores rurais por ano, principalmente migrantes da região Nordeste.
A Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) também apresenta dados sobre o corte de cana. De acordo com a instituição, nos últimos 40 anos, a média diária de cana cortada por trabalhador subiu de três para 12 toneladas. Para isso, ele chega a andar 8,8 mil metros num único dia.
Fonte: Click Rbs
- Categoria: NOTÍCIAS, Vida e Saúde, Vida e Ambiente
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