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Possível retaliação da UE ao agronegócio preocupa governo brasileiro

13 December, 2007 - 10:28h Délcio Rocha

As informações de que a União Européia deve adotar ainda nessa semana uma série de restrições à carne bovina e ao etanol brasileiros preocupam o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Apesar de não acreditar em meditas "extremas" contra o agronegócio nacional, o ministro afirmou que o caso receberá um tratamento técnico.

- Não há porque discutir isso sob o aspecto político. Vamos manter uma discussão técnica - disse Stephanes.

Segundo ele, algumas medidas já estão sendo adotadas para atender as críticas dos compradores, como ajustes no Sistema Brasileiro de Rastreabilidade Bovina e Bubalina (Sisbov) e nas chamadas Guias de Trânsito de Animais (GTA´s). Em novembro, uma missão de técnicos europeus vistoriou frigoríficos e laboratórios brasileiros e encontrou irregularidades.

O Ministério da Agricultura ainda não recebeu qualquer notificação oficial da União Européia sobre a visita. Mas tanto o governo federal quanto o setor privado já aguardam novas pressões da bloco europeu para comprar carne bovina e álcool combustível do Brasil. A expectativa das lideranças do setor é que os europeus supendam as compras de carne bovina de alguns frigoríficos. A proibição da importação de matérias-primas derivadas da cana-de-açúcar, plantada em áreas de floresta, também é esperada.

- Se os europeus encontraram incongruências, e de fato algumas delas existem, temos que buscar atender o que eles querem. Se o mercado é importante temos que decidir - disse o presidente da Comissão de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gilman Viana.

Antes mesmo da confirmação oficial, a CNA fala em capacitar pecuaristas para atender as exigências do mercado europeu. A idéia é pressionar ainda o governo federal para melhorar a fiscalização. Para as lideranças do setor privado, que se reuniram nessa quarta na Câmara Setorial de Negociações Internacionais em Brasília, os Estados têm ainda que fiscalizar as empresas certificadoras de animais e se adaptar às novas regras dos europeus. Apesar de concordar com ajustes na área sanitária, Stephanes negou que haja ameaças ao etanol brasileiro.

- Ainda há muita desinformação sobre o plantio de cana no Brasil e os impactos sobre florestas, como na Amazônia - afirmou.

Por: Gustavo Bernardes

Fonte: Canal Rural

- Categoria: NOTÍCIAS, Governo e Política, Internacional, Agronegócios, Economia

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