Lula reforça apoio à Venezuela no Mercosul
14 December, 2007 - 10:06h Délcio Rocha
Em uma visita de cerca de cinco horas, sem direito a frases de efeito ou comentários sobre a CPMF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou nessa quinta-feira, dia 13, em Caracas seu colega venezuelano, Hugo Chávez, para discutir acordos nos campos de comércio e energia. Em um discurso de cerca de 50 minutos, após ouvir o Hino Nacional cantado em português, Lula defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul.
Ele chegou ao palácio presidencial de Miraflores às 13h de Brasília, acompanhado do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O presidente viajou com empresários interessados em fazer negócios em solo venezuelano.
A visita anterior de Lula à Venezuela aconteceu em abril deste ano, quando lançou com Chávez um projeto petroquímico comum, e posteriormente participou na primeira cúpula energética sul-americana, na Ilha de Margarita.
A reunião de Lula e Chávez aconteceu poucos dias antes da cúpula do Mercosul, que será organizada nos dias 17 e 18 de dezembro em Montevidéu, sem que os congressos do Brasil e do Paraguai tenham ratificado a adesão plena da Venezuela no bloco econômico.
Humorista lembra polêmica do "Por qué no te callas?"
A fuga de protocolo ficou por conta de um repórter espanhol do programa humorístico Buena Fonte (uma espécie de Pânico na TV), que gritou, fazendo referência ao episódio "Por qué no te callas?" entre o rei espanhol Juan Carlos e Chávez:
– Presidente Chávez, tenho um presentinho de Natal do rei da Espanha para o senhor!
O humorista foi repreendido pelo ministro de Comunicações e Informação da Venezuela, William Lara.
Além da diplomacia, a visita reforçou negócios entre os dois países. As estatais Petrobras e Petroleos de Venezuela SA (PDVSA) anunciaram a constituição de uma empresa mista no Brasil para operar a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Braskem, terceira maior companhia privada brasileira, e a Pequiven, braço petroquímico da PDVSA, criaram duas empresas para implantação de indústrias. Com investimento de US$ 3,5 bilhões, surgem a Polipropileno del Sur (Propilsur) e a Polietilenos de America (Polimerica), que devem começar a produzir entre 2010 e 2012. O controle das novas empresas será dividido em partes iguais pelas duas companhias.
Fonte: Zero Hora
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