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Novas regras para produtos orgânicos buscam maior confiabilidade da certificação

5 January, 2008 - 16:27h Délcio Rocha

Desde o dia 28, está em vigor decreto que cria novas regras para a produção e comercialização de produtos orgânicos no Brasil. Entre as principais mudanças está a criação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, que visa a assegurar a confiabilidade da certificação dos produtos orgânicos.
Caberá ao Ministério da Agricultura, juntamente com os secretarias estaduais, fiscalizar entidades responsáveis pela certificação dos produtos.
Cada entidade só vai poder emitir selos de garantia de procedência depois de autorizada pelo sistema e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
A nova norma ainda permite a produção paralela na mesma propriedade de produtos orgânicos e não-orgânicos. A exigência é que haja uma separação do processo produtivo. Também não poderá haver contato com materiais e substâncias de uso não-autorizado para a produção de orgânicos, como agrotóxicos.
O decreto tem a finalidade de substituir a Instrução Normativa nº 7 de 1999, do Ministério da Agricultura. Segundo o coordenador de Agroecologia do ministério, Rogério Dias, a norma anterior abordava de forma superficial alguns aspectos da produção animal e vegetal.
Em entrevista à Rádio Nacional, Dias afirmou que as novas regras vão garantir a qualidade dos produtos vendidos com o selo de orgânicos.
- O consumidor vai poder ter a certeza do que ele está comprando, agora nós vamos ter realmente um quadro em que todos os pontos da produção vão ser tratados - ressaltou.
O coordenador acrescenta ainda que o consumidor brasileiro ainda não conhece bem os produtos orgânicos.
- O consumidor ainda tem uma percepção de que o produto orgânico é aquele sem veneno, sem agrotóxico, e isso é um conceito básico. Mas as pessoas não conseguem ainda saber tudo que está por trás de uma produção orgânica; o que faz a produção orgânica é você ter um sistema de produção orgânico, e para isso você tem que observar uma série de princípios - explicou.
Exemplos desses princípios são a existência de um solo vivo (conjunto de práticas associadas ao manejo sustentado dos recursos naturais), a presença de uma biodiversidade de culturas no sistema e a questão da eficiência energética. Atualmente existem no mercado diversos tipos de produtos orgânicos, tanto in natura quanto processados. Além de vegetais frescos, tem crescido a oferta de manufaturados como massa de tomate, vinhos, sucos e até mesmo tecidos e cosméticos.
Novas instruções normativas serão editadas para complementar o decreto. A previsão do Ministério da Agricultura é que elas possam ser submetidas à consulta pública a partir de fevereiro. As sugestões poderão ser apresentadas pelo site do ministério, por carta e em audiências públicas.
Fonte: Agência Brasil

- Categoria: NOTÍCIAS, Agronegócios, Vida e Ambiente, Agricultura, Ciência e tecnologia, Alimentos

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4 Comentários Adicione o seu

  • 1. CIÊNCIA E TECNOLOGIA&hellip  |  16 January, 2008 - 16:59h

    […] Novas regras para produtos orgânicos buscam maior confiabilidade da certificação […]

  • 2. vilson de melo  |  7 February, 2008 - 18:44h

    parabens pois essa materia é muito interesante para nós produtores organico elem do selo federal de produção organicos poderemos baixar custo com certificação que é hoje muito cara para nós produtores familiar

  • 3. F3L1P40  |  13 March, 2008 - 13:23h

    As vantagens do consumo de produtos orgânicos por parte da população de maior renda já estão sendo massivamente plantadas e cultivadas pela indústria de alimentos, com a nova bandeira hasteada em prol da saúde na alimentação e melhor paladar para a gastronomia. A verdade é que as margens de lucros são muito maiores e atrativas para os investidores, por outro lado há a necessidade de maiores áreas de plantio, pois perde-se em produtividade quando não há o uso de sementes transgênicas, fertilizantes e herbicidas fabricados com combustíveis fósseis derivados do petróleo na agricultura. Em relação à pecuária, maiores áreas para pastagem e variedades de capim para o gado, ao invés de rações processadas a base de milho, confinamento e hormônios para as doenças decorrentes. Daí a Austrália seguida do Brasil liderar no ranking dos maiores produtores de produtos orgânicos. Resta uma maior auditoria e certificação no setor, evitando possíveis adulterações no processo de produção natural, como por exemplo misturas de sementes normais com as transgênicas da Monsanto para que o consumidor não compre gato por lebre, como alerta o repórter Michael Pollan em seu livro “O Dilema do Onívoro”. Soa também um pouco contraditório e globalizado o nome “Natural Tech”, enquanto que o verdadeiro cultivo orgânico é artesanal e regional.

  • 4. jean carlo brito  |  10 November, 2008 - 20:16h

    preciso dos custos reais da certificação,pois estou fazendo uma monografia, e quero citar estes dados quke seriam mto importante.

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