Montadoras miram mercado brasileiro para expandir
7 January, 2008 - 10:54h Délcio Rocha
Embora ciente do favoritismo da Região Sudeste, o governo gaúcho participa da disputa pela nova fábrica que a sul-coreana Hyundai construirá no Brasil, com início previsto para este ano.
Nesse domingo, dia 6, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, informou que as negociações com a montadora fazem parte do leque de projetos que o Estado busca conquistar. Admitiu que São Paulo e Minas Gerais costumam atrair investimentos desse porte, mas que o Rio Grande do Sul também tem argumentos competitivos.
- Sempre vai para São Paulo e Minas em primeira instância porque lá eles têm orçamento superavitário, podem dar uma série de benefícios que outros Estados hoje não podem. Mas o Tesouro do Estado e o governo do Estado podem dar hoje um contrato a ser honrado. E aquilo que durante décadas se fez no Rio Grande do Sul, que é a melhor formação educacional, maior capacidade de inovação, e eu quero sempre dizer que nosso governo cumpre metas de contrato - afirmou Yeda.
Segundo o secretário da Fazenda, Aod Cunha, o principal motivo de os Estados do Sudeste estarem pontos à frente é o tamanho de seus mercados consumidores. Sua avaliação é de que, na fase anterior de investimentos do setor automobilístico no Brasil, no final dos anos 1990, o foco de interesse era a produção para exportação e para o Mercosul.
Agora, graças aos recordes de vendas de veículos registrados no mercado nacional em 2007 e às perspectivas de crescimento, os novos investimentos miram o mercado doméstico. Ainda mais que não há segurança na recuperação da economia argentina, enredada em medidas intervencionistas nos preços. Assim, o Rio Grande do Sul não poderia usar a posição geográfica como vantagem competitiva definitiva.
- Não será por causa de incentivos que o Estado perderá o projeto da Hyundai - disse Aod.
Projeto depende de solução para dívida tributária
O vice-presidente da grupo sul-coreano, Kim Dong-Jin, anunciou na sexta-feira, dia 4, a intenção de instalar uma nova planta que irá produzir 100 mil unidades ao ano no Brasil ainda em 2008, como parte do plano de elevar a capacidade de produção no Exterior. O executivo explicou que, com a expansão no Brasil e na Rússia, a produção fora da Coréia do Sul será de três milhões de unidades, empatando com o número de unidades de suas fábricas locais.
No entanto, para o projeto sair do papel, é preciso que a montadora quite dívida de cerca de R$ 1 bilhão com o governo brasileiro. O débito foi herdado quando incorporou as operações da Asia Motors no Brasil.
Fonte: Zero Hora
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1 Comentário Adicione o seu
1. ROSANA | 17 November, 2008 - 13:54h
quero mandar um curriculo para voceis favor mandar um email
do RH OBRIGADO
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